terça-feira, 14 de junho de 2011

MORTAL KOMBAT 9



Poucas franquias passam pelo que Mortal Kombat passou e conseguem se salvar. De ícone de violência de uma geração — responsável em parte pela criação do órgão regulador de idades ESRB — a esquecimento e descrença nas gerações posteriores, a franquia de lutas mais violenta da história dos games viu seu fim bater à porta quando a Midway anunciou sua falência, em 2009.

Ela foi salva graças à perseverança de um dos seus criadores, Ed Boon, e de uma nova casa, a Warner Bros. Interactive Entertainment. O cenário e as expectativas estavam montadas para o próximo título da série, e para representar essa nova fase, nada melhor do que um novo começo.



Mortal Kombat passava por maus lençóis. Desde MK4, ainda na época do PS1 e N64, nenhum lançamento da franquia era realmente capaz de reanimar a crença naquela história e naqueles personagens, principalmente pela confusão na já complicada trama do jogo. Mais recentemente, lançamentos no XBox 360 e no PS3 nem eram vistos com bons olhos, dado o grau de cansaço da marca.

Um dos últimos suspiros de “inovação” foi o crossover com a DC Comics (Mortal Kombat vs DC Universe, PS3 e Xbox 360), numa tentativa patética de recriar algo no padrão que Marvel vs Capcom atingiu, e que ficou bem aquém do esperado, por descaracterizar tanto o lado Mortal Kombat quanto o lado DC Comics.

Mas Ed Boon não desistiu. Comprando todo o share da franquia de sua antiga dona, e fundando um novo studio (chamado NetherRealm Studio, desenvolvedor do novo jogo), Boon achou uma maneira de trazer MK de volta a cena: ser bom como antigamente. E nessa tônica, ressurgiu.



Existe um motivo, explicado pelo próprio Ed Boon, sobre o porque deste jogo se chamar somente “Mortal Kombat”, e não Mortal Kombat 9, 2011 ou o que quer que seja: Mortal Kombat (PS3 e Xbox 360) é realmente o primeiro jogo de uma nova geração.

Eliminando tudo o que atrapalhava nos anteriores (com uma bela desculpa de “linha de tempo”), a desenvolvedora entrega um jogo sólido, simples, nostálgico e ainda sim surpreendentemente novo. Você vai se ver em várias situações familiares, vai passar por uma história que até faz sentido (dentro do universo do jogo), vai re-encontrar personagens do passado, e se surpreender com novas feições das caras já conhecidas, tudo embalado numa jogabilidade simples e bem mais fácil de utilizar do que aqueles que fizeram fama nos arcades dos anos 90.




Seu ponto inicial nesta nova jornada por Outworld deve ser pelo modo história. Se nos games originais, notadamente MK 1, 2, 3 e Ultimate a história era sub-entendida, nesse novo jogo ela merece um lugar de destaque. Esse Story Mode está disponível para ensinar aos jogadores (principalmente os mais novos) tudo o que a mitologia Mortal Kombat engloba.

Num sistema de combate 2D com cenários remodelados diretamente dos games iniciais, você conhece a história por capítulos, e joga cada um deles com um personagen fixo designado. Você utiliza quase todos os jogadores do lado da Terra, e aprende a melhor forma de jogar com eles, e muito da importância sobre a renovação da série está aí: a NetherRealms queria que você esquecesse suas “pré-conceitualizações” sobre o personagem A ou B, e tivesse uma cabeça aberta para jogar de novo com aqueles que você não gostava em épocas passadas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Mostra Paralela / São Caetano Do Sul


Concurso Fotográfico
MP inscrições :
10 De Maio a 20 De Junho De 2011
(até as 18:00)

Os Premios São:

1 Colocado: R$1.000,00
2 Colocado: R$600,00
3 Colocado: R$400,00


Até Lá!

Mario Sports Mix / Wii



Em 1983 a Nintendo lançou aquele que seria o console destinado a salvar os videogames de uma enorme crise mundial, e com uma grande aposta como Super Mario Bros. para a plataforma, sem dúvida que conseguiu. Sendo assim, o canalizador italiano tem sido usado para dar cara até em experiências mais arrojadas da companhia, como por exemplo, Super Mario Kart, um jogo que misturava os personagens mais importantes da série Mario, para simples corridas de kart. Com o enorme sucesso de Super Mario Kart, vários jogos seguiram seus passos, uns com mais sucesso que outros como Mario Party, Super Smash Bros., acabando até por se juntar ao seu eterno rival Sonic, com jogos da série Mario & Sonic para a Wii e Nintendo DS.

Sendo assim, a Nintendo lançou para o Nintendo Wii um novo jogo desta mescla entre vários personagens ligados à série Mario de nome Mario Sports Mix. Em Mario Sports Mix vamos ter vários personagens como Mario, Luigi, Peach, Wario, Waluigi, a aparições de personagens da série Final Fantasy como o Ninja, White Mage e Black Mage, até à série Dragon Quest, para disputarem os seguintes esportes: Hóquei no gelo, basquetebol, voleibol e o jogo do mata. Todos estes esportes vão ser jogados em zonas alusivas à série Mario por isso iremos disputar desafios em cenários criados para este jogo bem como alguns que já marcaram a sua presença noutros jogos como Super Mario Kart. Apesar de todas estas modalidades, mais modalidades eram bem vindas e que não são estranhas no mundo de Mario como Tenis ou até Futebol.
Ao iniciarmos cada modalidade vai-nos ser dado sempre a possibilidade de iniciar o modo tutorial e que como o nome diz, irá dar-nos a jogabilidade em Mario Sports Mix, e que pode ser jogado de duas maneiras, com o Wii Remote virado horizontalmente ou então na sua posição normal mas com o auxílio do Nunchuk. Com o comando virado na horizontal, vamos usar os botões direcionais para mover o personagem, sendo que o botão 1 e 2 irão ser os mais utilizados. Com o auxílio do Nunchuk, todos os jogos possuem um mapeamento de botões praticamente igual, onde o simples abanão de cima para baixo com o Wii Remote, executa a ação principal, sendo esta uma stickada no hóquei ou então atirar a bola no jogo do mata, e os restantes dos botões para executar opções extra, segurar o botão B do Wii Remote para usar um objeto especial ou então o botão C do Nunchuk para mudar de personagem. Para além de modos singleplayer e multiplayer local, vamos ter possibilidades de jogar multiplayer online que apesar de não requerer os famosos Nintendo Friend Codes, sofre de uma performance online fraca.

Para além das modalidades incluídas, Mario Sports Mix possui outros mini-jogos alusivos a estas modalidades que irão estar na opção Party Mode. Neste Party Mode vamos ter os mini-jogos, Feed Petey, que com o uso da mecânica de basquetebol, vamos alimentar uma planta carnívora com todo o gênero de frutas, frutas estas que vão caindo aleatoriamente no cenário. Para complicar o jogo dos nossos adversários é possível também bloquear as frutas atiradas por eles. O mini-jogo Harmony Whistle, baseia-se em receber bolas enviadas por uma máquina, e a intensidade que irão ser enviadas correspondem com o ritmo da música em questão. O objetivo baseia-se em trabalhar em equipe para evitar que o maior número de bolas caia.

O terceiro mini-jogo chama-se Bob-omb Dodge, e como o nome em inglês indica, vamos ter que sobreviver a uma chuva de bombas que são mandadas para dentro do campo de jogo. É também possível arremessar bombas que estão prestes a explodir contra os nossos adversários. O último mini-jogo chama-se Smash Skate e adota um pequeno aspecto de Super Smash Bros no qual temos que, com o auxílio de um taco de hóquei, arremessar o nosso adversário para fora do ringue, ou então fazê-lo cair na armadilha que o cenário em questão adota. O jogador que conseguir acumular mais pontos, ganha. Infelizmente, e de todos os jogos, este último jogo peca bastante pela mecânica fraca, onde para atirar um adversário para fora do cenário torna-se uma tarefa difícil.

A apresentação em Mario Sports Mix é um misto de sonoplastia simples, a um grafismo agradável com alguns detalhes bem conseguidos. Mario Sports Mix, pode não ser um título de peso no que toca à qualidade gráfica, mas encontra-se bastante vivo ao olho humano com a sua apresentação colorida, e com cenários já conhecidos, mas sempre atrativos. Os personagens estão todos bem fidedignos com as suas típicas expressões de movimentos e as suas vozes. O departamento sonoro cumpre bem o seu papel com o uso de alguns efeitos de som de jogos da série Mario antigos, bem como outras músicas da série refeitas para este jogo.

Mario Sports Mix podia bem ter sido um jogo mais imerso e completo com a inclusão de outros esportes e mini-jogos, o que pode causar alguma saturação a médio prazo, mas dos jogos que inclui, conseguem todos dar bons momentos de diversão.

Super Street Fighter IV: 3D Edition



Foi com alegria que recebi mais uma versão de Super Street Fighter 4 com a particularidade de ser a versão para o novíssimo portátil da Nintendo, o Nintendo 3DS. Escusado será mencionar, que esta versão é a primeira versão de Super Street Fighter 4 em 3D e que demonstra algumas das capacidades do Nintendo 3DS. Mas sendo eu um rapaz que adora beat em ups, será que esta versão portátil é capaz de convencer?

Primeiro que tudo, digo que se tiveram a oportunidade de experimentar o Street Fighter 4 do iPhone, então irão ficar espantados com este Super Street Fighter 4: 3D Edition. Este detalhe, deve-se muito ao fato da Capcom ter largado os sprites da versão iPhone e ter tornado Super Street Fighter 4: 3D Edition a melhor versão portátil da série.

Digo isto porque a adaptação dos 35 lutadores, presentes nas versões caseiras, foi feita de forma exemplar. Todos os personagens possuem os correspondentes leques de movimentos, vistos nas versões anteriores do jogo. Em adição, esta versão portátil de Street Fighter 4 inclui todos os fatos adicionais, que foram lançados através de DLCs pagos nas versões para PS3 e Xbox 360.

Tirando o fato de que poderão fazer tudo o que fazem em Super Street Fighter 4 (PS3/Xbox 360) em qualquer local, a qualquer hora, Super Street Fighter 4: 3D Edition é uma obra de arte portátil. Embora esta versão apresente fatores (alguns compreensíveis) menos conseguidos quando comparados com as suas versões caseiras. A vida nos cenários, outrora existentes nas versões PS3/Xbox 360, passaram a ser estáticos. Ou seja, para além das boas animações feitas pelos personagens, os típicos acontecimentos que decorrem em plena luta deixaram de existir, virando a atenção inteiramente para a luta.
Em teoria, não existe nada que não possam fazer no Super Street Fighter 4 - PS3/Xbox 360 que não possam fazer nesta versão portátil. Contudo, na prática, o Nintendo 3DS começa por ser um primeiro impedimento nessa matéria. O analógico é competente para movimentos na base do Hadoken, no entanto, para personagens como o Vega, a natureza do analógico dificulta as coisas. Outro dos problemas prende-se com os quatro botões do console e os seus “botões de ombro”. Apesar de ser semelhante à configuração de um comando do PS3/Xbox 360, é extremamente desconfortável usar os botões L/R. O tamanho diminuto dos botões de ação (A,B,Y,X) vêm conter a verdadeira potencialidade deste Street Fighter, principalmente, durante combos mais longos.

Para contornar esta situação, a tela inferior do console exibe quatro botões que podem ser personalizados com Ultras, Specials, Throws e Focus, na sua versão lite. Esta habilidade oferece uma oportunidade aos mais novatos de entrarem no mundo do Super Street Fighter 4 – embora ofenda os mais puristas deste estilo de jogo. Na versão pro, os quatro botões são restringidos e apenas permitem ataques normais.

A introdução do 3D em Super Street Fighter 4 é, de fato, algo engraçado, capaz de oferecer uma experiência nova. Esta experiência ganha uma maior dimensão no preciso momento em que experimentamos o novíssimo “Dynamic View”, que oferece uma perspectiva isométrica do combate que, por sua vez, oferece uma maior sensação de profundidade. Porém, esta perspectiva retira tudo o que é mais sagrado num combate de Street Fighter, impedindo-nos de medir, de forma precisa, a distância entre nós e o adversário. O resultado disto, é que provavelmente juram que nunca mais vão utilizar esta visão.

Mas Super Street Fighter 4: 3D Edition mostra o seu verdadeiro potencial nas partidas que fazem uso do wireless do Nintendo 3DS. Para terem uma noção, o Nintendo 3DS permite que vocês joguem online – como fazem nas versões caseiras – sendo-nos oferecida uma ótima plataforma para o efeito. Apesar de não possuir os modos de jogos da sua congênere caseira, Super Street Fighter 4: 3D Edition possibilita que existam combates online quando lhes apetecer (desde que estejam ligados a alguma rede). No final de cada combate, até podem escolher se querem um rematch, trocar de personagem, ou sair para o menu, enquanto vão acumulando PP à medida que vão combatendo.

Os combates podem ser feitos até mesmo quando o console se encontra em “sleep mode”, através dos Figure Battles. Nestes combates, que fazem uso do StreetPass, vocês não combatem diretamente (óbvio porque o console está em sleep mode) ao invés disso, vocês organizam uma equipe de modelos colecionáveis, que podem ser comprados in-game, para combater quando vocês passam por alguém na rua com o console em “sleep mode”. O vitorioso é premiado com novas figuras dos diversos personagens presentes no jogo, podendo inclusive trocá-las – como fazemos com as coleções de cromos.

Para concluir esta análise, resta-me dizer que me é muito difícil recomendar Super Street Fighter 4: 3D Edition. É a melhor (e única) adaptação de Super Street Fighter 4 num portátil, sendo o único título de lançamento capaz de mostrar as capacidades do novo Nintendo 3DS. No entanto, o publico mais purista, que gosta de usar arcade sticks e até o Dualshock 3/Xbox 360 controller, terá algumas dificuldades em adaptar-se ao esquema de controles do Nintendo 3DS. Acresce o fato do Super Street Fighter 4 PS3/Xbox 360 se encontrar a um preço bastante competitivo, sendo-me apenas possível recomendar este jogo a quem não possui um PS3 ou Xbox 360 e/ou quer levar o Super Street Fighter 4 para qualquer lado.

Evolucão Nerd



FT:G1
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Bioshock 2 / Resenha

Como superar um dos melhores First Person Shooters da nova geração? Lançado em 2007, o antecessor de BioShock 2 (PS3, XBox 360 e PC) foi um dos mais inovadores de seu gênero, por trazer uma história interessante, uma ambientação primorosa e alguns dos inimigos mais memoráveis dos FPS atuais. Ambientado na cidade de Rapture, nesta nova versão você revisita os locais familiares que já conhece, mas num novo corpo. O do primeiro Big Daddy, Delta.

Para aqueles que não conhecem, na história de BioShock original, que acontece em 1960, você é apresentado à cidade submersa de Rapture, uma utópica cidade criada pela visão de Andrew Ryan nos anos 40.



A cidade, que havia sido criada para suportar uma sociedade ideal, desenvolveu a tecnologia da biogenética e bioengenharia, na tentativa de criar seres humanos perfeitos, e obteve seus produtos na forma da substância batizada de ADAM, células especiais criadas a partir de lesmas do mar, com capacidade de regeneração muscular e alterações no genoma humano.

Essas lesmas eram implantadas no estômago de crianças (as Little Sisters), e para que a colheita de lesmas provenientes do estômago das Little Sisters não tivessem nenhum problema, elas ganhavam a proteção dos guarda-costas chamado Big Daddies, humanos com lavagem cerebral confinados em monstruosos escafândros.



Não durou muito para que a teoria de Andrew caísse por terra, e as operações ilegais e contrabando de ADAM tivesse início, criando a categoria dos Splicers (humanos que ficam buscando mais e mais ADAM, atrás de mudanças genéticas). Sua missão, no primeiro jogo, inicialmente era a de sair de Rapture, mas logo você vê que será sobreviver.

O uso prologado e sem cuidado do ADAM provoca alterações de estado psíquico, e os habitantes logo se tornaram sanguinários e violentos, atacando tudo o que vêem. A sociedade utópica falha, e Rapture passa a ser uma cidade submersa abandonada à própria sorte.



Os eventos de Bioshock 2 começam em 1968, 8 anos após os eventos do primeiro jogo. Você acorda dentro da armadura de Big Daddy Delta, o primeiro de sua raça, e protótipo dos guarda-costas. Como foi programado, sua principal missão é proteger sua Little Sister, Eleanor. Sua primeira missão é encontrá-la.

Dessa vez, durante a sua jornada, você se depara com uma nova raça de inimigos comandada pela nova líder de Rapture, Sofia Lamb: as Big Sisters. Se no jogo anterior os Big Daddies te deixavam nervoso, as Big Sisters vão te tirar do sério. Mais rápidas, mais inteligentes e mais mortais que os mergulhadores do game anterior, será necessário mais do que armadilhas comuns e armas poderosas para derrotá-las.



As Big Sisters nada mais são do que as Liltte Sisters crescidas e colocadas em armaduras, com o simples propósito de substituir os obsoletos mergulhadores de metal, na tarefa de assegurar o crescimento do ADAM dentro das crianças de Rapture.

A história de BioShock 2 se mostra interessante, ao abordar a mesma trama sob um ângulo totalmente novo. Os finais desta vez são um pouco mais variados do que o jogo anterior, e eles estão em 4 formas (Good, Evil e dois Choices). A maneira com que a narrativa é desenvolvida é a mesma do antecessor, através de gravações em fitas cassete, recortes e artigos de jornal, encontrados pela cidade. Algumas partes em específico, onde suas decisões vão interferir nos resultados adiante, conseguem manter a tensão e preocupação com a história, mesmo quando o plot principal dá uma esfriada.



A jogabilidade recebeu uma refinada, muito embora ela já fosse notável em Bioshock 1. Durante a sua jornada, você vai encontrar cadáveres perdidos, e poderá vasculhar seus corpos em busca de moedas, ítens ou munições, além de hackear as máquinas de venda nas ruas da cidade. Um downgrade nesta versão foi a linearização dos cenários, e a sensação de “cidade livre” se perdeu um pouco.

Com uma visão mais ampla percebemos que não foi na verdade uma restrição colocada, mas sim uma adaptação à história: como você tem uma “missão” (encontrar sua Little Sister) e na sua mente tudo o que interessa é cumprí-la, não iria ficar perdendo tempo explorando locais diferentes, o que é facilmente percebido. O lado negativo disso é que se deixar uma arma ou upgrade pra trás, você não terá como pegá-lo de novo. Alguns novos puzzles foram acrescentados, e farão você coçar a cabeça algumas vezes para poder resolvê-los.



O combate também recebeu uma boa atenção, e sinceramente merecia estas melhorias. Embora os encontros com as Big Sisters sejam previstos e você tenha tempo para se preparar para a batalha, sem essa mudança a dificuldade do jogo seria muito mais alta.

Uma das melhores táticas para se enfrentar hordas de inimigos é observar sua munição e seu ambiente. Óleo derramado no chão é quase uma intimação para queimar seus adversários enquanto que áreas inundadas estimulam você a eletrocutá-los com seus super-poderes.



Com várias armas e cada uma delas com mais de 3 tipos de munição, o jogo te convida a experimentar. Outra inovação muito bem vinda da franquia é a opção de registrar alguns combates com seus adversários e descobrir pontos fortes e fracos dos mesmos, e salvando estas informações você pode facilitar a sua vida nos futuros encontros.

Como você agora é um Big Daddy, sua furadeira será muito requisitada, mas mantenha um olho no quanto de combustível você tem sobrando antes de sair perfurando quem estiver pela frente. Além disso, você pode “adotar” uma Little Sister, e usá-la para coletar ADAMs, ou para atrair inimigos para uma armadilha. Como você está totalmente na visão de um Big Daddy desta vez, defender sua Little Sister adotiva é tarefa rotineira, e infelizmente cai na mesmice depois da 3ª ou 4ª vez.



Você também terá acesso aos mais variados Plasmids (super-poderes) disponíveis, seja invocando gelo, fogo, eletricidade, abelhas, ou poderes psíquicos, no sistema semelhante ao jogo anterior, onde sua mão direita empunha a arma e a esquerda seus poderes.

O Multiplayer foi acrescentado em Bioshock 2, e os modos de jogo seguem bastante os mesmos presentem em grandes games online do gênero, como Call of Duty: Modern Warfare e Halo. O diferencial aqui é o uso de seus poderes Plasmids em inimigos, e saber qual será a sua reação durante a próxima vez que se encontrarem.



Outro ponto bem diferente é a um certo desequilíbrio entre a força das armas e o health de seu personagem, já que mesmo com 3 tiros de calibre .12 à queima-roupa não é garantia de que seu inimigo irá morrer, ao contrário do que acontece nos demais jogos do gênero. É um extra na diversão mas muito dificilmente será responsável por fazer você continuar o game após terminar a história principal.

Em resumo, Bioshock 2 consegue se sobressair bem com relação ao FPS atuais, por apresentar algumas mudanças que atiçam a curiosidade dos gamers, mas ainda assim é inferior ao seu antecessor no que se trata de inovação.



O retorno à Rapture aliado à uma nova visão da cidade atrás da máscara de mergulho de um Big Daddy traz boas surpresas que justificam com folga suas horas investidas neste game.

A grande arquitetura de época presente na cidade está lá novamente, e muito embora apresente um pouco menos variação desta vez, ainda é soberba e rende paisagens e locações nostálgicas, caso seja sua segunda imersão nesta cidade virtual. Uma história envolvente que você vai querer acompanhar até o final, mais algumas mudanças na jogabilidade e no sistema de combate com certeza dão o mérito à sequência.

FT: Jovem Nerd

Call of Duty: Black Ops | Resenha

A mais nova versão de um dos FPS mais aclamados dos últimos tempos foi lançada no dia 9 de novembro; e pela quatidade de unidades vendidas nos primeiros dias, já sabíamos que seu antecessor, Modern Warfare 2, estava prestes a perder seu reinado.

Call of Duty: Black Ops (PC, PS3, XBox 360, DS e Wii) aborda temas ainda hoje considerados tabus dentro do exército e do governo americano, como missões secretas de espionagem no Vietnã, e tentativas de assassinato de líderes comunistas em plena Guerra Fria, vista pelos olhos de um dos seus melhores combatentes.

A linha de tempo que separa os dois grandes sucessos da Activision, Modern Warfare e Black Ops, foi longe de ser calma e tranquila. Em janeiro deste ano, quando a Activision e a Infinity Ward ainda contabilizavam lucros sobre a venda de Call of Duty: Modern Warfare 2, e anunciavam seus resultados felizes na mídia, nos batidores a coisa era bem diferente.



Reuniões tensas à portas fechadas, acusações de desvio e não-cumprimento de pagamentos referentes à royalties, e troca de e-mails ameaçadores marcaram aquele que seria o fim de uma parceria de mais de 3 anos, que gerou frutos como a saga Modern Warfare, uma das mais lucrativas na história recente dos games, e rendeu a demissão dos dois líderes da produtora Infinity Ward, retirados da sede escoltados por seguranças da Activision. No fim das contas, ameaças de processos, discussões vindas à tona, e apenas uma certeza: o próximo Call of Duty não seria feito pela antiga produtora, o que lançou uma sombra de dúvida sobre a qualidade a ser mantida.

E foi nesse cenário que a Treyarch, antiga parceira da Activision (Call of Duty 2, Call of Duty 3 e Call of Duty World at War), retornou ao palco principal e mostrou um bom trabalho. Criou um enredo que fascina e intriga os que se interessam pelas histórias de guerra, e ainda é capaz de trazer os jogadores mais novos ao lado obscuro das operações militares de uma época onde nem o mundo sabia o que o futuro aguardava.



Você assume o papel de Alex Mason, um agente secreto da unidade conhecida somente como SOG (Special Operations Group), e que participou de algumas das maiores operações secretas do exército, que envolviam planos de eliminação de Fidel Castro, a sabotagens ao programa espacial russo, todas elas pertencentes à um objetivo maior.

Diferente dos games anteriores da série, você é apresentado ao enredo através de memórias do agente, que se encontra preso e sob “interrogatório” a respeito de uma ameaça de ataque iminente aos EUA. Se em Modern Warfare 1 e 2 os soldados iam de um campo de batalha à outro em operações sequenciais durante meses, a quebra de linearidade narrativa em Black Ops permite ao enredo saltos temporais relativamente curtos por um período de 7 anos em localizações distantes, como Cuba, Vietnã e Sibéria, sem que dê a impressão de que a mudança de ambientação foi forçada ou não muito clara.



A jogabilidade apresentada em Black Ops segue o mesmo esquema já conhecido, mas a dificuldade parece mais baixa, se comparada com Modern Warfare 2. Claro, agora temos 4 níveis de dificuldade (onde o modo “Veteran” irá testar suas habilidades ao máximo, enquanto que o “Extreme” diz simplesmente “você vai morrer.”), mas mesmo assim, em modos semelhantes nos dois jogos, Black Ops me apresentou menos desafio.

Houve algumas adições muito bem vindas, como a inclusão de veículos militares como tanques, botes, jipes e helicópteros, mas o jogador deve controlar tanto o veículo quanto a artilharia, e em algumas partes a quantidade de alvos na tela pode te deixar lutando com os controles.



A Treyarch prometeu incluir inovações dentro do ambiente conhecido dos jogos FPS, e cumpriu. Numa fase em específico, o jogador é colocado como monitor aéreo de uma equipe, e em seguida passa a controlar a equipe que monitorou momentos antes, apresentando ao jogador a sincronia que existe dentro de uma operação militar.

Em outra, você está dentro de uma HazMat Suit (Hazardous Material Protection Suit), e precisa avançar até um determinado ponto sem que sua roupa sofra muitos danos e você seja exposto ao componente químico que está no ambiente. Se durante o jogo a tela ficar vermelha, você está em risco de vida, e repousar em algum lugar seguro retorna sua life ao máximo, mas no momento em que você está na HazMat Suit os danos não se recuperam, por isso estratégia e observação do ambiente passam a desempenhar um papel maior.



Algumas novidades vindas de MW2, como as invasões em rapel ou em tirolesa, foram expandidas, e as armas utilizadas no jogo, como Napalm, bestas de ponta explosiva, AK-47 com lança-chamas e escopetas com munição incendiária, lembram bastante o tipo de combate da época, que vemos nos documentários.

A imersão foi repaginada nesta nova versão. Seja pelas cenas interativas, onde você precisa reagir à um ataque inimigo cara a cara, ou para salvar seu companheiro num momento de desespero, seja pela preparação para entrar numa sala e em câmera lenta eliminar seus opositores, os truques simples utilizados pela Treyarch te dão a sensação de participar da guerra e dos seus momentos mais intensos.

Como você participa de uma boa quantidade de missões com o mesmo grupo de aliados, é inevitável sentir empatia por aqueles que serão seus companheiros de batalha por um longo período, e isso aproxima o jogador do ambiente do game.



Os visuais do jogo são baseados na mesma engine de World at War, que segura muito bem o frame-rate mesmo em situações de vários inimigos em tela com explosões e fumaça em todos os lugares. E são estes gráficos incríveis que vão te mostrar cenas brutais retratadas à precisão dos horrores de guerra, seja ao mutilar seus inimigos, seja explodindo suas bases com Napalm.

Como sabemos, a Guerra do Vietnã foi a mais “suja” e cruel de todas as guerras, empurrando os limites das convenções humanitárias ao máximo, e você vai passar por isso no jogo, em cenas de tirar o fôlego e capazes de te fazer refletir sobre os eventos passados no campo de batalha. Um destaque visual de destaque ficou para as seções de “interrogatório” de Mason, que vem na forma de uma verdadeira convulsão de imagens sendo formadas a medida que soldado acessa suas memórias e reconta suas batalhas.



A trilha sonora segue bastante o mesmo patamar das outras edições do jogo, com suas composições orquestrais que se adaptam aos eventos em tela, mas apenas o diferencial da presença de músicas que marcaram época durante a Guerra do Vietnã, como Credence Clearwater Revival e Rolling Stones; este último com o sucesso Sympathy for the Devil.

Outro destaque da parte de som é a dublagem dos personagens, que em nenhum momento deu a impressão de ser falsa, ou fora de sincronia.



O multiplayer também está presente, com pequenas modificações que vieram à atender as opiniões dos gamers. Mais modos, mais armas, maior variação de combates e equipamentos enriquecem a experiência online, e uma mudança bem vinda na liberação destas armas veio na forma “comercial”: agora, seus pontos em cada partida são revertidos em dinheiro, e você escolhe quais equipamentos quer desbloquear primeiro, não ficando mais dependente do nível que é preciso atingir para desbloquear o attachment que você quer.

Com essa simples mudança, você poderá montar sua “Custom Class” ideal em apenas alguns níveis de jogo.



Para aqueles que querem começar nos combates em rede, a Treyarch incluiu um modo tutorial com bots para que os iniciantes se familiarizem com as armas, movimentação e controles, antes de cair nos servidores principais e disputar com jogadores mais experientes.

Já no multiplayer, dentre as inovações em modos de jogo, temos uma disputa onde cada jogador tem somente uma bala e a faca, e consegue mais munição acertando os outros inimigos e tomando suas armas.

Além disso, todas as modalidades dos games anteriores (Team Deathmatch, Demolition, Sabotage, Headquarters, etc) estão presentes, e além dos challenges já mostrados na versão anterior, temos nesta versão os Contracts, onde determinados objetivos específicos podem ser escolhidos. Quando completados, liberam pontos para serem trocados por armas, perks, munições e equipamentos para as armas.



Assim como em Call of Duty: World at War, Black Ops também tem um modo cooperativo para até 4 jogadores enfrentando zumbis, mas o diferencial fica para os personagens que lutam contra os mortos-vivos.

São suas opções o ex-Presidente americano John Kennedy, o ex-Presidente Richard Nixon, o secretário de segurança nacional do governo Kennedy Robert McNamara, e o ex-ditador cubano Fidel Castro. É um modo de jogo simples, onde cada zumbi te dá uma recompensa em dinheiro que pode ser trocada por armas e unições. É mais divertido jogar online, ou com um amigo em split-screen, e serve como alívio cômico para todo o clima pesado representado no game.



Em resumo, Call of Duty: Black Ops segurou toda a apreensão que foi lançada quando o futuro da série ainda era acreditada somente no nicho Modern Warfare. A Treyarch retornou aos holofotes e “desviou” o foco do game sem sair da época relativamente moderna da história das guerras, e ainda explorou um nicho interessante e que sempre atraiu a curiosidade dos gamers.

A quantidade de modos de jogo, diferenciações e opções dá a impressão de que o preço pago no jogo chega a ser baixo, pelas horas de diversão capazes de ser obtidas, seja no modo story ou no multiplayer. E no fim das contas, entregou um jogo sólido, imersivo, atraente e desafiante, melhorado nos pontos de crítica e ampliando nos acertos anteriores. Num ano em que tivemos lançamentos de peso como God of War 3, Heavy Rain e Halo Reach, Call of Duty: Black Ops está certo de figurar como um dos melhores do ano. E com muita razão.

Fonte: site jovem nerd