terça-feira, 14 de junho de 2011

MORTAL KOMBAT 9



Poucas franquias passam pelo que Mortal Kombat passou e conseguem se salvar. De ícone de violência de uma geração — responsável em parte pela criação do órgão regulador de idades ESRB — a esquecimento e descrença nas gerações posteriores, a franquia de lutas mais violenta da história dos games viu seu fim bater à porta quando a Midway anunciou sua falência, em 2009.

Ela foi salva graças à perseverança de um dos seus criadores, Ed Boon, e de uma nova casa, a Warner Bros. Interactive Entertainment. O cenário e as expectativas estavam montadas para o próximo título da série, e para representar essa nova fase, nada melhor do que um novo começo.



Mortal Kombat passava por maus lençóis. Desde MK4, ainda na época do PS1 e N64, nenhum lançamento da franquia era realmente capaz de reanimar a crença naquela história e naqueles personagens, principalmente pela confusão na já complicada trama do jogo. Mais recentemente, lançamentos no XBox 360 e no PS3 nem eram vistos com bons olhos, dado o grau de cansaço da marca.

Um dos últimos suspiros de “inovação” foi o crossover com a DC Comics (Mortal Kombat vs DC Universe, PS3 e Xbox 360), numa tentativa patética de recriar algo no padrão que Marvel vs Capcom atingiu, e que ficou bem aquém do esperado, por descaracterizar tanto o lado Mortal Kombat quanto o lado DC Comics.

Mas Ed Boon não desistiu. Comprando todo o share da franquia de sua antiga dona, e fundando um novo studio (chamado NetherRealm Studio, desenvolvedor do novo jogo), Boon achou uma maneira de trazer MK de volta a cena: ser bom como antigamente. E nessa tônica, ressurgiu.



Existe um motivo, explicado pelo próprio Ed Boon, sobre o porque deste jogo se chamar somente “Mortal Kombat”, e não Mortal Kombat 9, 2011 ou o que quer que seja: Mortal Kombat (PS3 e Xbox 360) é realmente o primeiro jogo de uma nova geração.

Eliminando tudo o que atrapalhava nos anteriores (com uma bela desculpa de “linha de tempo”), a desenvolvedora entrega um jogo sólido, simples, nostálgico e ainda sim surpreendentemente novo. Você vai se ver em várias situações familiares, vai passar por uma história que até faz sentido (dentro do universo do jogo), vai re-encontrar personagens do passado, e se surpreender com novas feições das caras já conhecidas, tudo embalado numa jogabilidade simples e bem mais fácil de utilizar do que aqueles que fizeram fama nos arcades dos anos 90.




Seu ponto inicial nesta nova jornada por Outworld deve ser pelo modo história. Se nos games originais, notadamente MK 1, 2, 3 e Ultimate a história era sub-entendida, nesse novo jogo ela merece um lugar de destaque. Esse Story Mode está disponível para ensinar aos jogadores (principalmente os mais novos) tudo o que a mitologia Mortal Kombat engloba.

Num sistema de combate 2D com cenários remodelados diretamente dos games iniciais, você conhece a história por capítulos, e joga cada um deles com um personagen fixo designado. Você utiliza quase todos os jogadores do lado da Terra, e aprende a melhor forma de jogar com eles, e muito da importância sobre a renovação da série está aí: a NetherRealms queria que você esquecesse suas “pré-conceitualizações” sobre o personagem A ou B, e tivesse uma cabeça aberta para jogar de novo com aqueles que você não gostava em épocas passadas.

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