
Foi com alegria que recebi mais uma versão de Super Street Fighter 4 com a particularidade de ser a versão para o novíssimo portátil da Nintendo, o Nintendo 3DS. Escusado será mencionar, que esta versão é a primeira versão de Super Street Fighter 4 em 3D e que demonstra algumas das capacidades do Nintendo 3DS. Mas sendo eu um rapaz que adora beat em ups, será que esta versão portátil é capaz de convencer?
Primeiro que tudo, digo que se tiveram a oportunidade de experimentar o Street Fighter 4 do iPhone, então irão ficar espantados com este Super Street Fighter 4: 3D Edition. Este detalhe, deve-se muito ao fato da Capcom ter largado os sprites da versão iPhone e ter tornado Super Street Fighter 4: 3D Edition a melhor versão portátil da série.
Digo isto porque a adaptação dos 35 lutadores, presentes nas versões caseiras, foi feita de forma exemplar. Todos os personagens possuem os correspondentes leques de movimentos, vistos nas versões anteriores do jogo. Em adição, esta versão portátil de Street Fighter 4 inclui todos os fatos adicionais, que foram lançados através de DLCs pagos nas versões para PS3 e Xbox 360.
Tirando o fato de que poderão fazer tudo o que fazem em Super Street Fighter 4 (PS3/Xbox 360) em qualquer local, a qualquer hora, Super Street Fighter 4: 3D Edition é uma obra de arte portátil. Embora esta versão apresente fatores (alguns compreensíveis) menos conseguidos quando comparados com as suas versões caseiras. A vida nos cenários, outrora existentes nas versões PS3/Xbox 360, passaram a ser estáticos. Ou seja, para além das boas animações feitas pelos personagens, os típicos acontecimentos que decorrem em plena luta deixaram de existir, virando a atenção inteiramente para a luta.
Em teoria, não existe nada que não possam fazer no Super Street Fighter 4 - PS3/Xbox 360 que não possam fazer nesta versão portátil. Contudo, na prática, o Nintendo 3DS começa por ser um primeiro impedimento nessa matéria. O analógico é competente para movimentos na base do Hadoken, no entanto, para personagens como o Vega, a natureza do analógico dificulta as coisas. Outro dos problemas prende-se com os quatro botões do console e os seus “botões de ombro”. Apesar de ser semelhante à configuração de um comando do PS3/Xbox 360, é extremamente desconfortável usar os botões L/R. O tamanho diminuto dos botões de ação (A,B,Y,X) vêm conter a verdadeira potencialidade deste Street Fighter, principalmente, durante combos mais longos.
Para contornar esta situação, a tela inferior do console exibe quatro botões que podem ser personalizados com Ultras, Specials, Throws e Focus, na sua versão lite. Esta habilidade oferece uma oportunidade aos mais novatos de entrarem no mundo do Super Street Fighter 4 – embora ofenda os mais puristas deste estilo de jogo. Na versão pro, os quatro botões são restringidos e apenas permitem ataques normais.

A introdução do 3D em Super Street Fighter 4 é, de fato, algo engraçado, capaz de oferecer uma experiência nova. Esta experiência ganha uma maior dimensão no preciso momento em que experimentamos o novíssimo “Dynamic View”, que oferece uma perspectiva isométrica do combate que, por sua vez, oferece uma maior sensação de profundidade. Porém, esta perspectiva retira tudo o que é mais sagrado num combate de Street Fighter, impedindo-nos de medir, de forma precisa, a distância entre nós e o adversário. O resultado disto, é que provavelmente juram que nunca mais vão utilizar esta visão.
Mas Super Street Fighter 4: 3D Edition mostra o seu verdadeiro potencial nas partidas que fazem uso do wireless do Nintendo 3DS. Para terem uma noção, o Nintendo 3DS permite que vocês joguem online – como fazem nas versões caseiras – sendo-nos oferecida uma ótima plataforma para o efeito. Apesar de não possuir os modos de jogos da sua congênere caseira, Super Street Fighter 4: 3D Edition possibilita que existam combates online quando lhes apetecer (desde que estejam ligados a alguma rede). No final de cada combate, até podem escolher se querem um rematch, trocar de personagem, ou sair para o menu, enquanto vão acumulando PP à medida que vão combatendo.
Os combates podem ser feitos até mesmo quando o console se encontra em “sleep mode”, através dos Figure Battles. Nestes combates, que fazem uso do StreetPass, vocês não combatem diretamente (óbvio porque o console está em sleep mode) ao invés disso, vocês organizam uma equipe de modelos colecionáveis, que podem ser comprados in-game, para combater quando vocês passam por alguém na rua com o console em “sleep mode”. O vitorioso é premiado com novas figuras dos diversos personagens presentes no jogo, podendo inclusive trocá-las – como fazemos com as coleções de cromos.
Para concluir esta análise, resta-me dizer que me é muito difícil recomendar Super Street Fighter 4: 3D Edition. É a melhor (e única) adaptação de Super Street Fighter 4 num portátil, sendo o único título de lançamento capaz de mostrar as capacidades do novo Nintendo 3DS. No entanto, o publico mais purista, que gosta de usar arcade sticks e até o Dualshock 3/Xbox 360 controller, terá algumas dificuldades em adaptar-se ao esquema de controles do Nintendo 3DS. Acresce o fato do Super Street Fighter 4 PS3/Xbox 360 se encontrar a um preço bastante competitivo, sendo-me apenas possível recomendar este jogo a quem não possui um PS3 ou Xbox 360 e/ou quer levar o Super Street Fighter 4 para qualquer lado.
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